domingo, dezembro 10, 2006


Emparedada

Tão desconcertante...
Tremendamente desconfortável...
Assustada.
Sentía-me emparedada.
Procurava segurar-me numa muralha que
parecia ter vida e que ía ruindo e, que me fugia.

À minha frente, outra surgia.
Mas, muito nova, muito recente.
Que por ser nova não possuía, ainda,
quaisquer sucalcos ou relevos
onde me pudesse agarrar com firmeza.
E..., eu tentava...

6 comentários:

  1. Gostei sobretudo do estilo não tanto do conteúdo derrotista e pessimista.

    ResponderEliminar
  2. N sei se gosta de recitar as coisas que escreve, mas tenho de a aconselhar a ir ao Pucaros, às quartas feiras, às noites da poesia- um Pucaro de poesia- excelentes poetas vão lá; )

    ResponderEliminar