sábado, janeiro 13, 2007

A vida
Olho-me ao espelho
Todos os dias.
Prolongo esse olhar
pensando na vida.
Numa vida sem norte
sem rumo e sem sentidos.
Por vezes, penso na morte e,
em como ela é, por vezes, apelativa,
São os retalhos que sobraram.
pedaços de momentos e memórias,
que ora se avivam ora se esbatem,
Às vezes parece-me
que já consigo erguer-me
e subir alguns degraus.
Outras,
Sinto saudades da voz,
do cheiro da pele e do sexo.
E volto a cair num negrume,
onde não se vislumbra qualquer luz.
Dizem-me que complico.
Que a vida é mais simples.
Tão simples como a água e
que, tal como ela
nos podemos adaptar
e tomar várias formas.
Mas o eco do passado
Persegue-me.
Não me larga.
Falta-me a coragem,
a determinação, a audácia
para seguir em frente.
Estagnei.
Não consigo mover-me
Sinto-me uma pedra
Incapaz de gestos
Incapaz de preparar
Incapaz de pegar nos pincéis
e colorir uma tela
com cores vivas e alegres,
como a vida deveria ser.
Feito a partir de um desafio
sexta-feira, janeiro 12, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Nuvens correndo num rio

Foto: Jose Luís Escolar
Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!
Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.
Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?
Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?
Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.
Natália Correia
Reconhecido por atributos como a versatilidade e capacidade de improviso, Brad Mehldau destaca-se pela intensa carreira iniciada em meados dos anos 90, ao longo da qual conciliou os trabalhos a solo com o Brad Mehldau Trio, projecto desenvolvido com o baixista Larry Grenadier e o baterista Jorge Rossy e que se materializou nos vários volumes de “Art of the Trio” e no mais recente trabalho “House on Hill”. Com formação clássica, mas desde cedo apaixonado pelo jazz, Mehldau que, durante o ano passado editou três trabalhos – designadamente “Love Sublime”, com a contribuição vocal da soprano Renée Fleming, “House on Hill”, com o seu trio, e “Metheny Mehldau”, numa parceria com o guitarrista Pat Metheny – regista ainda a participação em várias bandas sonoras e a revisão pessoal de temas dos Radiohead, Beattles, Paul Simon e Nick Drake. Influenciado por nomes tão variados como Beethoven, Bill Evans, Schumann e Keith Jarrett, Brad Mehldau conjuga harmoniosamente o inesperado com o fascínio pela arquitectura formal da música, traços opostos da sua personalidade musical que se estendem ao universo de trabalhos do pianista. Avenida da Liberdade, nº 697 -

Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele. Quanto vivas
Sem que o gozes, não vives.
Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.
Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
A natural ventura!
Ricardo Reis
terça-feira, janeiro 09, 2007

segunda-feira, janeiro 08, 2007
domingo, janeiro 07, 2007
Estas são as previsões do estudo mais completo realizado até agora a respeito dos efeitos das alterações climáticas sobre o continente europeu, que será submetido à aprovação da Comissão Europeia na próxima semana.
Em consequência do «efeito estufa», menos pessoas do norte da Europa morrerão de frio do que actualmente, e a costa do Mar do Norte pode transformar-se numa nova «Riviera», afirma o relatório, publicado hoje pelo Financial Times.
Também acabariam as migrações anuais dos ricos europeus do norte em direcção ao sul, o que teria, por sua vez, consequências dramáticas para países que são destinos turísticos, como Portugal, Espanha, Grécia e Itália.
Um sexto dos turistas do mundo - 100 milhões de pessoas por ano - viaja habitualmente para o sul nas férias.
«Quanto mais turistas ficarem em casa ou escolherem outros destinos, maior será o impacto distributivo sobre a Europa», afirma o documento a que o jornal britânico teve acesso.
Enquanto no norte menos pessoas morrerão de frio, ocorrerá o contrário no sul, onde dezenas de milhares de pessoas não resistirão aos efeitos do calor. Além disso, a desertificação e a ocorrência de incêndios aumentarão.
Se o aumento das temperaturas for de 3%, o número anual de mortes decorrentes do calor crescerá em 87 mil até 2071, segundo os cálculos dos especialistas.
Caso os esforços para reduzir as emissões dos gases com efeito estufa consigam limitar o aumento das temperaturas a 2,2%, a alta no número de mortos seria de 36 mil por ano.
No pior dos casos, o nível do mar pode aumentar em até um metro, o que obrigaria a construção de barreiras, diz o estudo, segundo o qual este tipo de medida pode contribuir para poupar dois terços dos custos desse fenómeno.
De acordo com o cenário mais optimista - um aumento de apenas 2,2% das temperaturas - o custo total seria de 4,4 mil milhões de euros até 2020, em comparação com os 5,9 mil milhões de euros no caso mais extremo, que elevaria o custo a 42,5 mil milhões de euros até 2080. "
sábado, janeiro 06, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007

Bebés recém-nascidos ouvem música com uns enormes headphones na maternidade do First Private Hospital, em Kosica-Saca, no Leste da Eslováquia. O programa experimental começou há quatro anos e ao que parece traz aos bebés bem-estar e harmonia depois do nascimento. Mozart e Vivaldi são os compositores mais populares.

música para bebés-Baby_einstein_mozart
quarta-feira, janeiro 03, 2007

Aquecimento global
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Todos podemos ajudar a Salvar o Planeta
e algumas espécies que se encontram ameaçadas
Como contribuir para a redução da emissão de CO2?
Mude de lâmpadas: substitua as lâmpadas normais por lâmpadas fluorescentes que apresentam um menor consumo energético.
Recicle: separe os lixos e contribua para uma melhor reciclagem, sempre que não puder reutilizar.
Pneus: se os pneus do seu carro estiverem bem calibrados pode poupar em combustível.
Saiba mais em www.climatecrisis.net

O mundo está cada vez mais quente...
Há flores em vez de neve... mas dentro de 80 anos poderá não haver flores.
O peixe-palhaço também está ameaçado...
Os ursos não hibernam... e falta-lhes alimento.
As iguanas estão a tornar-se mais pequenas numa forma de adaptação a um novo mundo.
As abelhas inglesas andam baralhadas: com as flores andam de roda delas em vez de dormirem.
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