quarta-feira, novembro 29, 2006


Quero ir ver




Mensagem de um Amigo

Um Amigo enviou-me em 31.12.2005 (não se trata de uma data qualquer) uma mensagem que é um excerto de um livro de Eduardo Sá e, que eu copiei para o meu "caderninho" (também este me aconchega, porque também um Amigo mo ofereceu) e que agora trancrevo aqui, porque a reli e me fez, por um lado sentir um aconchego do Amigo e, por outro, porque é uma mensagem para mim muito actual, extremamente significativa e valiosa, embora possa parecer trivial.
"Um marinheiro também não é senhor dos ventos ou dono das marés. Também ele usa o perpétuo movimento, levando-o até onde o sonho, a ousadia e o engenho o guiam. Por que motivo só parando para pensar ou pondo a vida no lugar poderemos chegar onde o nosso coração nos recomenda? Afinal, pôr a vida no lugar é morrer para ela. Claro que há também muitos momentos em que cavalgamos a vida como quem cavalga uma onda. E em que, mais equilíbrio menos equilíbrio, aquilo que vence é a vertigem de, por momentos, nos sentirmos mais fortes do que as forças da natureza. E há outros ainda em que a vida parece ter um ritmo só seu, em relação ao qual nada nos resta senão deixarmo-nos afogar nele. Mas a vida só se transforma num molho de bróculos quando perdemos o Norte. Quando nos falta uma pessoa com quem se invente uma nova e irrepetível carta de marear. Para que, aproveitando o seu perpétuo movimento, seja a partir de que Norte for, aprendamos a viver dançando com ela."

A sunny day is...


...another kind of day!

Os pensamentos ........

terça-feira, novembro 28, 2006

Para ouvir

Hope Sandoval

" Bavarian Fruit Bread "


Hope Sandoval - uma voz deliciosa...onde há uma tranquilidade e calmas que nos envolvem e nos relaxam. Quer nos faça sorrir ou mesmo chorar...é uma delícia.


Podemos ouvir também Hope Sandoval nos Mazzy Star

... um álbum muito sensual

Ouvir um pouco deste álbum

segunda-feira, novembro 27, 2006

Pianto



Si, lo so,
lo so, lo so.
Che si vede che io pianto,
ma... non si vede QUANTO.

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele,
tirar a roupa,
ficar nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar,
morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade

domingo, novembro 26, 2006

Morreu Mário Cesariny



"Sou um poeta bastante sofrível, um grande poeta numa época em que o tecto está muito baixo", "sem Anteros, Pessanhas ou Pessoas", e em que "o surrealismo foi transformado em museu", afirmou.

Para Cesariny, homossexual assumido, o amor era "um desmesurado desejo de amizade", em que "o outro é um espelho sem o qual não nos vemos, não existimos", e "a única coisa que há para acreditar".



Poeta e pintor tinha 83 anos.

Mário Cesariny de Vasconcelos, nascido em Lisboa a 9 de Agosto de 1923, de pai beirão e mãe castelhana, foi o principal representante do surrealismo português.
O poeta e pintor Mário Cesariny morreu na madrugada deste domingo em sua casa, em Lisboa, cerca das 05h30, aos 83 anos.
Além de poeta, romancista e ensaísta, Mário Cesariny dedicou-se também às artes plásticas, sobretudo à pintura. Nascido em Lisboa a 09 de Agosto de 1923, de pai beirão, negociante de jóias, e mãe castelhana, professora de francês, resolveu, a partir de certa altura, prescindir do apelido paterno e ultimamente gostava de acrescentar a Cesariny o Rossi dos seus antepassados.
Fonte: Sic on-line e público.pt



Faz-me o favor...

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor! --
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.

de "O Virgem Negra"
(Mário Cesariny)
"Tear in your hand"- Antoine Villiers

"…este meu estado actual de alma tem uma causa. Em torno de mim
está-se tudo afastando e desmoronando.
(...)
Repare que eu não creio que esta mudança vá ser para pior; creio o
contrário. Mas uma mudança, e para mim mudar, passar de ser uma
coisa para ser outra, é uma morte parcial; morre qualquer coisa
dentro de nós, e a tristeza do que morre e do que passa não pode
deixar de nos roçar a alma."
Bernardo Soares
O Meu Girassol


Another Light


Foto de Zacarias Oliveira



Gosto de...

O mais que puderes

E se não conseguires fazer da tua vida o que queres,
então pelo menos tenta,
o mais que puderes; não a menosprezes
no contacto abundante com o mundo,
nas muitas acções e palavras.

Não a menosprezes no vaivém
frequente, expondo-a
à estupidez diária
de relações e amizades
até que se torne um fardo estranho.

Konstandinos Kavafis, 1905.
Tradução de Carla Hilário Quevedo.
Mãos


Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.


Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no futuro e nas palavras
mãos que são o canto e são as armas.


E cravam se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.


De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre
Lábios...


sábado, novembro 25, 2006

ON/OFF


A alegria das cores

Ondas


Foto original de José Lopes

sexta-feira, novembro 24, 2006

" Terça-feira, Novembro 21, 2006

CONTRA A HOMOFOBIA

Não esperava ver Saramago e António Vitorino ao lado de Gore Vidal, Salman Rushdie, Tom Stoppard, Edward Albee, Tony Kushner, Russell Banks, Judith Butler, John Patrick Shanley, Martin Amis, Ian McEwan, Dario Fo, Elfriede Jelinek, Richard Sennett, Merryl Streep, Elton John, David Bowie, Edward Norton, Bernardo Bertolucci, Mike Nichols, Dario Fo, Elfriede Jelinek e dezenas de outros escritores, actores, cineastas, políticos, etc., no rol de subscritores desta petição internacional contra a homofobia. Mas ainda bem que os vejo (a eles e aos outros portugueses que lá estão). Quanto ao rapazeco da foto, está mesmo a pedi-las.
posted by Eduardo Pitta at
12:45 AM "

retirado do blog: http://daliteratura.blogspot.com

ver este post em http://daliteratura.blogspot.com/2006/11/contra-homofobia.html#links

Another kind of Light

Poema da eterna presença

Estou, nesta noite cálida, deliciadamente estendido sobre a relva,
de olhos postos no céu, e reparo, com alegria,

que as dimensões do infinito não me perturbam.
(O infinito!
Essa incomensurável distância de meio metro
que vai desde o meu cérebro aos dedos com que escrevo!)

O que me perturba é que o todo possa caber na parte,
que o tridimensional caiba no dimensional, e não o esgote.

O que me perturba é que tudo caiba dentro de mim,
de mim, pobre de mim, que sou parte do todo.
E em mim continuaria a caber se me cortassem braços e pernas
porque eu não sou braço nem sou perna.

(...)

Tudo se passou defronte de partes de mim.
E aqui estou eu feito carne para o demonstrar,
porque os átomos da minha carne não foram fabricados de propósito para mim.
Já cá estavam.
Estão.
E estarão.

António Gedeão
(1906-1997)

Dia Nacional da Cultura Científica

Neste dia assinala-se também o centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho (António Gedeão), o professor, poeta e divulgador de Ciência.

Hoje à noite a RTP2 transmite, pelas 23h30min, um Documentário sobre este professor que foi também divulgador científico, poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta.


Abdel Kareem Nabil Soliman, um bloguer egípcio de 22 anos encontra-se preso pelas autoridades devido a opiniões publicadas no seu blog.

Uma petição online pedindo a sua libertação pode ser assinada aqui.

Mais informação disponível no site
Free Kareem!

(Via Blasfémias e Intervenção Maia)
(via Quando Calhário)

quarta-feira, novembro 22, 2006

Não entendo


Foto de José Miguel Soares

Não entendo.

Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

O SOFRIMENTO...



... É INÚTIL?

... é construtor do nosso Eu. Põe em evidência as nossas fraquezas e os mais profundos receios. Derruba as nossas presunções e arrogâncias. Põe em causa tudo aquilo que temos como certo ou seguro.

Remete-nos para um reforço, para uma reconstrução. Força-nos a uma reorientação, a uma reactivação e, por vezes, a admitir arrependimento e a assumir que, de facto, devemos arrepiar caminho e enveredar por um outro com outra certeza, com outra convicção, com renovada força e vigor. A maturação depende do sofrimento e com ele CRESCEMOS.

Dia-a-Dia

Cada dia um desafio
Cada dia uma surpresa
Cada dia uma alegria
ou muitas...
ou uma desilusão
ou muitas...

Cada dia uma oportunidade
de sentir, de chorar e rir.

Cada dia ... um sonho!






Foto de Alfredo Aldai
Quintas de Leitura - Jorge Sousa Braga

Amanhã...



O espectáculo intitulado «Esta cidade não é uma cidade é um vício», e marca o fecho da temporada de 2006, que trouxe ao TCA mais de 2100 amantes/pagantes de poesia e cerca de 100 convidados de todas as áreas de expressão artística, em sessões sempre esgotadas.

O regresso de Jorge Sousa Braga ao Campo Alegre, três anos e meio depois do êxito de «De manhã vamos todos acordar com uma pérola no cu», é marcado pela presença de um leque invejável de artistas convidados que abrilhantarão a sessão.

A poeta e jornalista Filipa Leal conversará com Sousa Braga. As leituras ficarão a cargo do consagrado grupo de choque COPO (Nuno Moura e Paulo Condessa) e do novíssimo LUPA (Adriana Faria e Daniela Dias Carvalho), em estreia absoluta no TCA. Leituras esquisitas para todos os gostos, encimadas pelo talento fotográfico de Mafalda Capela, responsável já pela imagem nas sessões com António Mega Ferreira e Pedro Mexia.

A sessão abre com um momento de dança protagonizado por Diana Rego, acompanhada ao vivo pela musicalidade da cítara de Marc Planells.

O fim da festa será assegurado pelo grupo Bulllet, constituído por Armando Teixeira (teclas e programação) e pelas vozes de Lili e Sandra New - um projecto de hip hop instrumental, onde o easy listening, o jazz, o soul e o funk representam papéis mais ou menos importantes numa narrativa muito própria.

«Para o ano há mais», promete o programador do ciclo, João Gesta, para quem a frase de Rimbaud «terrivelmente teimo em adorar a liberdade livre» continuará a ser a sua bandeira e o lema das «Quintas de Leitura».

A Vida ao ritmo do Sonho, num ciclo perto do seu coração! «Esta cidade não é uma cidade é um vício» é também uma homenagem ao nosso querido Porto que se assumirá sempre como uma cidade forte e culturalmente de vanguarda.

fonte: www.portoxxi.com/agenda

Teatro do Campo Alegre
Rua das Estrelas, s/n 4150-762
Porto Tel: 226 063 000