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terça-feira, outubro 02, 2007

Quem será o próximo Nobel da literatura?





O meu nobel é Philip Roth.

Um Grande Escritor ( com direito a maiúsculas), que escreve com uma humanidade rara e invulgar e uma simplicidade narrativa, que torna a sua leitura perfeitamente acessível a todos. Percorremos o seu mundo, que é também o nosso, à volta de temas como o amor, a sexualidade, a perda, as mulheres, o judaísmo, a solidão e a morte.

Em 2005, Philip Roth tornou-se o terceiro escritor americano vivo a ter a sua obra publicada numa colecção completa e definitiva pela Library of America.

Roth já ganhou praticamente todos os prémios literários que havia a ganhar, tendo conquistado alguns deles por duas vezes. Falta o nobel e merece-o.

Dos muitos livros que li dele destaco "A Mancha Humana", "Complexo de Portnoy" e " Counterlife".

Os seus livros (uma pequena parte) encontram-se traduzidos e editados em Portugal pela D.Quixote e pela Bertrand.

domingo, setembro 23, 2007


Ian McEwan - Na praia de Chesil

Li, gostei e recomendo.






"É assim, não fazendo nada, que todo o curso de uma vida pode ser alterado."

quarta-feira, junho 13, 2007


Cultura literária é fundamental
2007-06-13

A literacia e a cultura literária contribuem para exercício de uma cidadania activa e responsável. Cabe aos governos de cada país promover estes hábitos.

"Níveis de literacia elevados e uma forte cultura literária são elementos indispensáveis para assegurar uma sociedade de cidadãos responsáveis, activos e solidários. Os governos deviam, por isso, reconhecer que os seus interesses e os dos editores estão em perfeita sintonia." Foi esta a principal mensagem que Ana Maria Cabanellas, presidente da International Publishers Association (IPA), pretendeu transmitir no seu discurso de abertura da Feira Internacional do Livro de Seul 2007, que se realizou na Coreia do Sul.
"Os estudos têm demonstrado que os cidadãos com hábitos de leitura são mais propensos a participar activa e voluntariamente em acções sociais, visitar exposições e museus e assistir a espectáculos artísticos." Cidadãos leitores e informados, sublinha a responsável, representam mais benefícios para a sociedade no seu todo.

sexta-feira, junho 01, 2007

Ainda não fui lá :((





clique na imagem para saber mais

quinta-feira, maio 10, 2007


Philip Roth


... outra vez :)))



"Todo-o-mundo" ( no original, "Everyman") será publicado brevemente em Portugal e, em Outubro, será lançado Exit Ghost nos Estados Unidos.






Este livro fez de Roth o 1º escritor a vencer pela 3ª vez o Prémio Pen/Faulkner. Venceu ainda a 1ª edição do Prémio Pen/Saul Below.
Roth nasceu em Newark, em 1933. Tornou-se famoso quando saiu o seu livro " O Complexo de Portnoy", em 1969 ( um livro a não perder).
Já recebeu todos os prémios menos o Nobel, que lhe é inteiramente devido.
Os seus romances têm sempre algo de autobiográfico, mas não o sendo estritamente, Roth consegue, como escritor, facultar uma perspectiva da intemporalidade e universalidade das suas personagens.
Philip Roth possui um invejável sentido de humor. Aconselho vivamente a leitura de " O Complexo de Portnoy", onde a sua escrita hilariante me conseguiu conduzir a verdadeiras e sentidas gargalhadas.

terça-feira, maio 08, 2007

Eduardo Pitta"O primeiro capítulo pode ser lido no Miniscente a partir de agora. O lançamento vai ser no próximo dia 16, na Fnac Chiado, às 18:30h, com apresentação de Fernando Pinto do Amaral. Em princípio chega às livrarias no próximo sábado, dia 12."

Via Da Literatura




A maior solidão


A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.


Vinicius de Moraes

quarta-feira, maio 02, 2007


"BEATICE HIPÓCRITA

Philip Roth, A Mancha Humana, excerto:



O Verão de 98 [...] foi caracterizado por um enorme regabofe de devoção, um regabofe de virtude, quando ao terrorismo, que destronara o comunismo como ameaça predominante à segurança do país, sucedeu o brochismo e um presidente viril, vigoroso e de meia-idade e uma impetuosa e enfeitiçada funcionária de 21 anos, desaforados no Salão Oval como dois putos adolescentes num parque de estacionamento, ressuscitaram a mais antiga paixão comunal da América, historicamente talvez, até, o seu prazer mais pérfido e subversivo: o êxtase da beatice hipócrita. [...] Foi o Verão em que, pela milésima milionésima vez, a bagunça, o caos e a confusão demonstraram ser mais subtis do que a ideologia deste e a moralidade daquele. Foi o Verão em que o pénis de um presidente esteve na cabeça de toda a gente e a vida, em toda a sua despudorada obscenidade, confundiu uma vez mais a América. [Trad. Fernanda Pinto Rodrigues, Dom Quixote, 2004]

Se trocar pénis por diploma percebe o ponto do farisaísmo galopante."

O escritor angolano José Eduardo Agualusa venceu o XII Prémio Independente de Ficção Estrangeira entregue na National Portrait Gallery de Londres com a obra "O Vendedor de Passados".


O prémio, promovido pelo diário britânico "The Independent" em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, reconhece os autores e tradutores das melhores obras de ficção de língua estrangeira publicadas no país.
O espanhol Javier Marias, o sueco Per Olov Enquist, o grego Vangelis Hatziyannidis, a austríaca Eva Menasse e o norueguês Dag Solstad foram os outros nomeados para o prémio.
O escritor angolano recebeu um prémio no valor de 7350 euros pela obra, que fala sobre a construção da nova sociedade de Angola.
Entre os vencedores de edições anteriores conta-se também o português José Saramago, que venceu em 1993 com a obra "O Ano da Morte de Ricardo Reis".
APN.
Lusa/Fim


José Eduardo Agualusa (Huambo, Angola; 13 de Dezembro de 1960) é um escritor angolano. Estudou agronomia e silvicultura no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.
É colaborador do jornal Público desde a sua fundação; no magazine de domingo desse diário assina uma crónica quinzenal. Realiza o programa A Hora das Cigarras, sobre música e poesia africana, difundido aos domingos, na Antena 1 e RDP África.
Assina uma crónica mensal na revista Pais e Filhos. É membro da União dos Escritores Angolanos.


Obras publicadas:


A Conjura (romance, 1989)
D. Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis (contos, 1990)
O coração dos bosques (poesia, 1991)
A feira dos assombrados (novela, 1992)
Estação das Chuvas (romance, 1996)
Nação Crioula (romance, 1997, no qual aparece o personagem de Fradique Mendes)
Fronteiras Perdidas, contos para viajar (contos, 1999)
Um estranho em Goa (romance, 2000)
Estranhões e Bizarrocos (literatura infantil, 2000)
A Substância do Amor e Outras Crónicas (crônicas, 2000)
O Homem que Parecia um Domingo (contos, 2002)
Catálogo de Sombras (contos, 2003)
O Ano em que Zumbi Tomou o Rio (romance, 2003)
O Vendedor de Passados (romance, 2004)
Manual Prático de Levitação (contos, 2005)

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, abril 23, 2007


DIA MUNDIAL DO LIVRO


O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.


Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.


Ler é bom.

Ler é importante.

Ler engrandece-nos.

Ler enriquece-nos.

Ler é viajar.

Ler é sonhar.

Ler é... viver mais e melhor.


"Quem gosta de ler, nunca está sozinho."

Pintura: "Livros"- Van Gogh

segunda-feira, abril 16, 2007


Arturo Pérez-Reverte


o autor de ficção espanhol que mais vende



Foi repórter de guerra durante mais de duas décadas.


A sua última obra " O Pintor de Batalhas" foi editada recentemente em Portugal.


Afirma que " o homem é o animal mais cruel que existe."



Classifica este seu romance como " um romance sobre o horror, sobre a incapacidade do ser humano para enfrentar o horror no mundo actual". E, é-o. Gosto muito do autor e este é , de facto, um romance diferente daqueles a que nos tinha acostumado. Ficamos chocados, sentimos perfeitamente o horror e o sofrimento. Alerta-nos ( porque, infelizmente, nos vamos esquecendo) para o horror e o terror que, malogradamente, se vive em muitas partes do mundo ( neste momento em que escrevo e neste outro em que me lêem). Faz-nos sentir verdadeiramente revoltados e com um sentimento de impotência contra a estupidez do ser humano.


Arturo Pérez-Reverte já havia abordado o tema da guerra em " Território Comanche " ( curiosamente, o primeiro livro que li dele), mas não se tratava de ficção.


Acerca deste seu romance diz: "Os romances são sempre ficção, imaginação. Mas este seria impossível sem a minha biografia, porque ninguém dá o que não tem, nem no amor, nem na amizade, nem na arte".



Um livro que vale a pena ler.











Site oficial: http://www.capitanalatriste.com/


Nota: as expressões do autor foram retiradas do artigo sobre o mesmo publicado no JN de 16/04/2007.