sábado, fevereiro 28, 2009

Um Recado

Joana Costa - "Recado " Uma Fadista promissora.


"São Saudades, meu amor"
Poema: António Torre da Guia


Saiba mais no MySpace.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Bossa Nossa


..de Márcia Barros

O melhor da pop portuguesa, em ritmo Bossa Nova.

Ouça aqui

A não perder!!!!

Without love ...
Where would you be now?

Uma pedra valiosíssima


Infinitamente multiplicável
multicolor
ou sem cor ...
... afeiçoado...
... genuíno...
...AMOR

Sobre o amor



"Olha, mãe!
Tem a forma de um coração!
Toma.
É para ti!"

quarta-feira, janeiro 21, 2009

C'est ma ville



Um ami ma envoié cette liaison...

Merci beaucoup;))

domingo, janeiro 18, 2009




Somos o material

De que os sonhos são feitos, e a nossa pequena vida
Está rodeada de sonho…

William Shakespeare

VIDA

domingo, junho 08, 2008

Receita de mulher


As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize
elegantemente em azul,
como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
tenha-se a impressão de ver uma garça
apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só
encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso,
é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos
fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.


... da vida e do prazer



É mais fácil, dá mais prazer e,

como tal, é muito mais profícuo
colocar-me em "bicos de pé"
do que tentar dobrar os joelhos.

O meu eu que não é meu

Há em mim
um espaço
apertado
vigiado
aconchegado
reservado
desocupado
sobreocupado

desmesuradamente grande
infinitamente pequeno
onde o muito e o pouco
esgrimem argumentos
onde o tudo e o nada
se desentendem

Há um espaço em mim
que não me pertence...
... que é muito meu...


Palavras ...

respeito
liberdade
confiança
lealdade
prazer
satisfação

casualidade

equilíbrio
segurança
amor
saúde
paz


...uma ordem assente na desordem...

... uma desordem ordenada ...

quarta-feira, junho 04, 2008



Começo a conhecer-me. Não existo.


Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.


Álvaro de Campos

segunda-feira, abril 28, 2008


A luz ( que se julgava branca...) apagou-se.
Talvez se reacenda... um dia.
Talvez com outro cromático ... talvez ...
...talvez aqui ... ou não

sábado, abril 26, 2008


Paciência


Faz-se o amor como se fosse um castelo
de cartas. Copas, paus, ouros, espadas. Um equilíbrio
difícil. Negros sobre vermelhos, damas e valetes
no meio de reis e ases. Ponho uma carta
sobre a carta que tu puseste; e tu acrescentas
a essa ainda outra. Até onde? Neste jogo, não
convém respirar com muita força; evitemos
os gestos bruscos, os que deitam tudo abaixo,
de súbito; e espreitemos o olhar de cada um de nós,
quando nos prepararmos para fazer subir o castelo.

Assim, ponho a minha emoção sobre o sentimento
que me confessas. Não precisas de mo dizer;
basta que eu saiba que os teus dedos brincam
entre corações e manilhas; que a tua voz treme
quando o edifício se parece com um labirinto;
e que ambos descobrimos uma saída, para um
lado ou outro
da toalha. Na mesa, com efeito, podem já
nascer as flores, cantar as aves que brotam
de uma ilusão de primavera, ou morrerem frases
e borboletas que esvoaçam numa corrente de ar.

Por que abriste a janela? Agora que tudo caiu,
sem que um nem o outro tivéssemos feito alguma coisa
para isso, de quem é a culpa? Então,
aproveitemos este silêncio breve, enquanto a tarde
não chega, e recomecemos o jogo.


Nuno Júdice


Ódio?

Ódio por ele? Não... Se o amei tanto,

Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto...

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! Nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,

Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não... não vale a pena.


Florbela Espanca, In "Sonetos"

Custa tanto virar certas páginas ...

Mas, é devido!
Iniciar novo capítulo...

Descobrir novos personagens.
Reavaliar personagens conhecidos.

Ver a história evoluir, engrandecer-se ...


foto roubada aqui

sexta-feira, abril 25, 2008


25 de Abril


Um dia um amigo perguntou-me qual era o valor mais importante para mim.

Eu respondi RESPEITO.
Ele escolheu LIBERDADE.


...o Respeito, na minha opinião, é um valor capital e, como tal, pressupõe a Liberdade.


segunda-feira, abril 21, 2008




... este tempo confuso enganou-te :(
A mim, também me indispõe.





Olhos lindos, lindos, lindos de morrer ...

ass: mãe babada

segunda-feira, abril 14, 2008

Há Mundos quase paralelos


Viajar com certeza de um não-destino não deixa de ser viagem. Há viagens tão interessantes e valiosas que mesmo ignorando se e onde aportarão já valeram e vão valendo porque o são.


Desabafo



estou farta de ver isto azul. Tenho que arranjar tempo de fazer umas alterações.