terça-feira, junho 26, 2007


Soneto da fidelidade





De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



Vinicius de Moraes

2 comentários:

GP disse...

Os brasileiros, particularmente o Vonicius, "dizem" o amor melhor do que ninguém. Este Poema da Fidelidade é um dos meus preferidos.

Beijinho

Nuno Martins disse...

Muito bonito.
Gostei bastante do teu cantinho e voltarei smp que me seja possível. Um grd beijinho e obrigado pela tua simpatia.

krigsmjod.blogspot.com